domingo, 22 de junho de 2008

O som eletrônico invade as festas


O movimento clubber, surgiu na década de 70. Mas só na década de 80, na Inglaterra, que se firmou. Esse movimento defende uma filosofia de liberdade, diversão, paz e amor. Atrelado a ele, nasce a cultura rave.

O nome clubbers, vem de clubbing, que significa a freqüência assídua em casas noturnas. As primeiras festas aconteceram em Manchester (Inglaterra), decorrentes das festas em clubs de Ibiza, Espanha.

O som era chamado de “balearic”, ou seja, qualquer gênero dançante. Depois, essas festas se espalharam pela Alemanha, sobretudo em Berlim. Até que, em 1991 as raves chegam aos EUA.

No Brasil, a cultura da música eletrônica chega atrasada. Em 1994, a boate Velvet Underground em São Paulo inicia a cena no País.

Os djs Mau Mau, Renato Lopes e Julião, de São Paulo, acreditam no novo som experimental e influenciam novas gerações de djs. Em 1995, acontecem as primeiras festas ao ar livre (em praias ou sítios) dando início às características de uma cena rave brasileira.

O desenvolvimento dos clubbers, nesse panorama de músicas de estilo house, techno, trance e drum n’bass, que são quatro gêneros de música eletrônica, tem em comum gostar desses estilos musicais e o uso underground de tecnologias contemporâneas.

O movimento ultrapassa a cidade de São Paulo, e aparece nos grandes centros urbanos, com várias manifestações em volta da música eletrônica. Incluí raves, nas cidades de Cuiabá, Maceió, sul da Bahia, Salvador, Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro, Belém, levando milhares de pessoas para pistas e ambientes abertos e fechados, durante horas e horas, regadas de muita música eletrônica.

Sobre a música eletrônica, Pierre Lévy (1999: 139) afirma que a dinâmica da música popular mundial é uma ilustração do universal sem totalidade. “Universal pela difusão de uma música e de uma audição planetárias; sem totalidade, já que os estilos mundiais são múltiplos, em via de transformação e de renovação constantes”. Essa noção se aplica principalmente ao que Lévy chama de “o som da cibercultura”, pois esse “novo universal” aparece com toda sua precisão com a digitalização - característica presente na estética e nas formas de produção da música tecnológica.

Hoje existe um contexto de uma expressão mais ampla e menos romântica, idealizando a paz, o amor, a unidade e o respeito. Sendo assim, esses novos grupos, os clubbers, buscam seus espaços dentro e fora da sociedade, já que a característica dessa tribo é a busca do prazer coletivo através da música eletrônica.

Assista o vídeo de uma festa rave em Brasília, com o DJ Raja Ram.


Post: Marianna Moreira

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